
Tinha o vento. A folha. O cheiro do morango.
As flores de jabuticaba. A janela. Um banco. Paredes de cetim. Laços azuis e cor-de-rosa.
Tinha uma menina que sentiu o ar colorido em meio aos sons de um pássaro que cantava para existir...
Enquanto a luz do dia mudava, as folhas voavam e a nuvem se afastava timidamente. Ele começou a sentir...
“Os olhos vêem o presente sob a luz do passado”
O que havia ali, as reticências se encobriram de responder.
“Então são espaços a serem preenchidos...”
Aos poucos, reflexos de ser e estar. Convergência sinestésica.
E então eles estavam falando sobre informação real transmitida por um sentido de percepção de outros sentidos... E os significados dançavam no ar...
Oh. Ela suspirava como se ele pudesse ouvir... Sua cor, agora, parecia saída de um sonho.
Os laços iam. Voltavam. Paravam esperando a respiração...
“Falling... Falling..."
E quando a razão se esconde, os sentidos sangram para ela saber que está viva...
Então são sussurros...segredos...verdades...sonhos...desejos e, finalmente, sorrisos.
Ah, como ela queria tocar aqueles sorrisos...!